EM DEFESA DA PERMANÊNCIA DAS PROFESSORAS FÁTIMA E PAULA NA URCA!

Nos últimos dias tivemos acesso aos autos do processo que corre na justiça contra as professoras Paula Cordeiro e Fátima Pinho. Com base na recente audiência com o Juiz do caso e de posse das informações da nossa assessoria jurídica podemos afirmar com toda certeza que as professoras passaram com todo mérito no concurso público em 2002, e tomaram posse com título de mestrado válido e devidamente reconhecido pelo Conselho Estadual de Educação do Ceará (CEC). São professoras da URCA com todas as prerrogativas legais, e acima de tudo, são nossas valorosas camaradas.

A ameaça de demissão das professoras Paula e Fátima ocorre em meio a duas conjunturas, uma local e outra nacional, que se cruzam e se combinam. Só há uma resposta possível da comunidade acadêmica da Urca: travar de forma unitária e intransigente uma luta pela permanência das docentes!

No plano nacional depois dos 100 dias de governo Bolsonaro fica claro que as universidades públicas e, em especial, os professores universitários são alvos prioritário e “inimigos ideológicos” do programa bolsonarista sobre os quais tem sido desferida uma série de ataques com a nítida intenção de minar a nossa capacidade de organização. Sabem que vamos construir a resistência nos espaços da academia. Já são vários casos de docentes sendo processados e perseguidos.

Na urca esse quadro de ataques está presente e a ameaça de demissão das professoras é a maior expressão dessa situação. Lutar pela permanência da Fátima e Paula, entre muitas coisas, também é lutar pela Liberdade de Cátedra, pela Escola sem Mordaça, pela Autonomia Universitária, pela Lei de Cotas, o legado de Paulo Freire e tantas outras bandeiras democráticas. E tudo isso passa pelo enfrentamento em conjunto a perigosa cruzada anticiência olavista colocada em curso pelo bolsonarismo.

No interior da nossa instituição corre atualmente a quinta versão da consulta para compor a lista a ser submetida ao governo estadual de possíveis reitores. É nada mais que uma disputa de currículos para saber quem consegue a vaga para administrar a universidade. Essa disputa pela gestão não pode servir de motivação de fundo para contaminar o processo judicial que resultou na demissão das professoras, nem prejudicar suas defesas. A lição deixada é que a reitoria foi e continua sendo incapaz de dar cobertura aos docentes porque não possui autonomia política para tanto.

Em resposta a essas duas conjunturas, o Sindurca reafirma que vai estar na linha de frente na defesa da permanência das docentes e isso só será possível com a construção da unidade dos lutadores e da máxima independência e autonomia em relação a qualquer um dos poderes instituídos.

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