NA URCA, NINGUÉM SOLTA A MÃO DAS PROFESSORAS PAULA CORDEIRO E FÁTIMA PINHO

Na última semana o Sindurca tomou conhecimento do sinistro processo que ameaça de exoneração dos quadros da Universidade Regional do Cariri (URCA) as Professoras Efetivas Paula Cordeiro (Ciências Sociais) e Fátima Pinho (História). Ambas ingressaram na instituição no concurso público realizado em 2002, portanto, possuem longos 17 anos de serviços prestados a comunidade acadêmica no campo do ensino, pesquisa e extensão.

*Para entender o caso*

Paula Cordeiro e Fátima Pinho prestaram concurso em 2002 para URCA em vagas que exigiam a titulação de mestre. Ambas cursaram o Mestrado em Desenvolvimento Regional ofertado pela própria URCA e devidamente reconhecido pelo Conselho Estadual de Educação. A universidade reconheceu a referida titulação e corretamente homologou o concurso e o Estado do Ceará nomeou e empossou as professoras no quadro efetivo da instituição.
A Profa. Dra. Paula Cordeiro já vem atuando ininterruptamente a 17 anos junto ao Departamento de Ciências Sociais. A mesma realizou seu doutorado com o diploma do mestre, e fez pós-doutorado sem nenhum impedimento. Além de sua atuação como pesquisadora, organizadora de eventos científicos e ministrante de disciplinas em diversos cursos de graduação e pós-graduação da URCA, foi Diretora do Centro de Humanidades, Chefe de Departamento, Coordenadora do PIBID Sociologia, assinando, durante todos estes anos, documentos importantes em nome da instituição.
Da mesma forma, a Profa. Dra. Fatima Pinho já possui 17 anos de vivência no Departamento de História. Uma docente formadora de professores na área História do Brasil e pesquisadora importante da história local; foi diretora do IPESC, presidente da Comissão Organizadora do Simpósio Internacional do Padre Cícero, e membro da Comissão de Estudos para Reabilitação Histórico-Eclesial do padre Cícero.
Hoje pesa sobres suas carreiras e reputações, construídas em todos esses anos de dedicação à universidade nas esferas de pesquisa, ensino, extensão e administração, o risco de uma penalidade injusta a quem serviu à instituição sempre de forma responsável e zelosa.
Uma ação que corre na justiça contra o atual Reitor da URCA cita de forma secundária a falta de carimbo da capes nos certificados de mestrado das professoras. O Juiz do caso, numa decisão escandalosa, sem a mínima compreensão dos fatos e desrespeitando a autonomia universitária e do próprio Conselho Estadual de Educação entendeu que as mesmas deveriam ser exoneradas dos cargos que ocupam.
Ou seja, alega que a URCA e a CEE não tem responsabilidade de formar e reconhecer programas de pós-graduação. Além disso, ao invés de punir a universidade e o conselho pelos supostos erros o Juiz escolhe punir o lado mais frágil, no caso punir as professoras, prejudicando indiretamente a instituição, aqueles que já foram formados pelas professoras, todo arcabouço de pesquisa construído pelas doutoras, sem contar o nosso bom senso que é sumariamente agredido com tamanho descabimento.

*Nenhuma a menos*

Os professores, servidores técnicos administrativos e estudantes não vão permitir tamanha afronta a nossa autonomia. O Sindicato dos Professores da URCA já encaminhou uma série de ações.
Na próxima terça, dia 5, às 19h, todos ao Salão de atos da URCA onde faremos uma grande Assembleia para o lançamento da campanha: NA URCA, NINGUÉM SOLTA A MÃO DAS PROFESSORAS PAULA CORDEIRO E FÁTIMA PINHO.

EM DEFESA DAS PROFESSORAS PAULA CORDEIRO E FATIMA PINHO: TODOS E TODAS A ASSEMBLEIA DOS PROFESSORES – 05/02 (Terça) – 19H – SALÃO DE ATOS DA URCA (CAMPUS PIMENTA).

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