“Quem é a classe trabalhadora hoje?” professor Marcelo Badaró lança livro no Cariri

Sindicato dos Docentes da URCA realizou lançamento do livro em Juazeiro do Norte

 

Partindo do questionamento sobre quem é a classe trabalhadora nos tempos de hoje, o professor e historiador Marcelo Badaró Mattos escreve em seu livro “A Classe trabalhadora: De Marx ao nosso tempo” análises sobre o assunto, articulando estudos clássicos com componentes contemporâneos. O livro é publicado pela editora Boitempo e teve seu lançamento no Cariri realizado pelo Sindicato dos Docentes da Universidade Regional do Cariri (Sindurca), na noite do dia 22 de outubro no Centro de Ciência e Tecnologia da URCA em Juazeiro do Norte.

O livro

Durante o lançamento, Badaró apresentou aquela que é a tese central do seu livro: a análise da classe trabalhadora tal como Marx e Engels formularam no século XIX, continua pertinente para entender tanto a trajetória histórica quanto a dinâmica do mundo do trabalho nos tempos atuais. “Dialogando a partir dos estudos do Marx e do Engels, eu comento a realidade do mundo do trabalho hoje e comento a abordagem de cientistas sociais e de historiadores sobre o que é a classe trabalhadora na atualidade e seu processo de formação na sua história mais longa” explica o professor Badaró.

A Classe Trabalhadora

Badaró falou ainda sobre a importância de contextualizar a classe trabalhadora para entender as desigualdades sociais. “cada vez menos nós ouvimos falar em classe trabalhadora. Num mundo em que 1% da população detém metade da riqueza do mundo, num mundo tão desigual como esse, precisamos de alguma explicação de classe para entender tamanha desigualdade e eu entendo que Marx e Engels oferecem ferramentas de entendimento da sociedade e das transformações do mundo do trabalho” explica.

“Classe trabalhadora: De Marx ao nosso Tempo”, pode ser comprado pelo site da editora Boitempo pelo preço de R$ 42,00. Marcelo Badaró também é autor do livro “Trabalhadores e Sindicatos no Brasil”, publicado pela editora Expressão Popular.

Fonte: Brasil de Fato

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