SINDURCA: Repudiamos as comemorações do golpe de 64 pelo governo Bolsonaro, ditadura nunca mais!

Em 2019, ao completar 55 anos do golpe militar de 1964, o governo de ultradireita de Bolsonaro, cuja composição é repleta de generais militares, determinou aos quarteis celebrar as torturas, assassinatos e desaparecimentos promovidos pela ditadura.

Tal determinação detestável e criminosa ganhou definitivamente o status de doutrina oficial do governo, e não faltam insinuações de quererem retirar qualquer referência ao golpe ou ditadura militar dos livros escolares, no mesmo espírito de censura do projeto Escola Sem Partido. Essa investida da ultradireita é uma demonstração daquilo que estão dispostos a fazer para aprovar seu plano econômico que é ainda mais brutal que o da própria ditadura, acabar com a aposentadoria. Assim como em 1964, a Reforma da Previdência de hoje possui apoio do empresariado e do alto comando dos militares.

É, portanto um recado indisfarçável a população, aos movimentos sociais, aos partidos de esquerda, aos sindicatos e todos os lutadores e lutadoras do país que estão dispostos a enfrentar essa reforma que esse governo é capaz de apelar a repressão, a tortura e até mesmo aos assassinatos políticos.

Nós, docentes da Universidade Regional do Cariri, que possuímos compromisso com a verdade, com a memória e com aqueles que tombaram lutando, reafirmamos que em 64 foi um golpe militar-empresarial que instalou no Brasil uma ditadura corrupta e assassina.

Ameaças não vão nos fazer recuar. Seguiremos mobilizados e impulsionando a luta contra a reforma da previdência. Não ao golpe e aos golpistas, de ontem e de hoje!

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