Vacinação em troca de retorno presencial às aulas é chantagem

O SINDURCA, representante das e dos docentes da Universidade Regional do Cariri – URCA, repudia a chantagem imposta pela Secretaria de Saúde (SESA) do Governo do estado do Ceará de vacinar profissionais da educação pública e privada em troca do retorno presencial às aulas.

Em nossa última nota lançada (LEIA AQUI), nos posicionamos pelo retorno presencial às aulas só com vacinação para todos. Posteriormente, tivemos conhecimento do absurdo imposto pela SESA em obrigar profissionais da educação assinarem uma Declaração de Imunização “comprometendo-me a retornar as minhas atividades profissionais no segundo semestre do corrente ano”. O Governador do Ceará Camilo Santana deve entender que a vacinação é uma obrigação do estado, não pode ser condicionada a nenhuma chantagem.

A Direção do SINDURCA defende que toda a população seja vacinada. O espaço escolar não é somente composto por profissionais da educação. Há alunos, familiares dos alunos e familiares dos profissionais da educação. Este mês de maio foi de conhecimento público a perda de Professores e demais trabalhadores de escolas particulares pela Covid-19. Não queremos que essa triste notícia se torne rotina.

O Governador Camilo Santana precisa valorizar a educação pública básica e superior melhorando a estrutura, ampliando o acesso e a permanência, valorizando os servidores e não submeter os profissionais da educação a um regime de medo pelo retorno presencial às aulas com um possível aumento de casos da Covid-19. Queremos as vidas preservadas.

A posição do SINDURCA se alinha a posição do ANDES-SN, nosso sindicato nacional: “Nós entendemos sim que é muito importante a vacinação do conjunto da categoria, dos professores e das professoras. Mas entendemos que essa vacinação faz parte de um processo coletivo de imunização, o qual só tem efeito para a segurança sanitária, se grande parte da população, ou seja mais de 70%, for vacinada. Então, é nesse sentido que a gente defende a vacinação para todos e todas e o respeito às prioridades”.

SINDURCA
31 de maio de 2021

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